Criação de Logo


A criação de uma logomarca é parte fundamental para o começo de um empreendimento, é através dela que você e sua empresa estarão no mercado.

A “logomarca” surgiu quando algum brasileiro resolveu unir o logo à marca, para não deixar dúvidas de que se referia à representação de uma empresa.

Mas, independentemente das intenções, esse neologismo é uma grande redundância e não faz sentido.

Isso porque as palavras logo e marca, em sua etimologia, são sinônimos (logos, do grego, e marka, do germânico): ambas querem dizer “conceito ou significado”.

Por isso, a palavra certa possui o sufixo tipo, que vem do grego “typos” (símbolo gráfico).

Então, não se esqueça:

Logotipo: representação gráfica de um conceito, marca ou produto
Logomarca: termo equivocado que deve ser excluído do seu vocabulário.

Por exemplo, se você vê um M amarelo gigante no horizonte, já sabe que vai encontrar um Big Mac por ali. Se você quer mandar uma mensagem para alguém em seu smartphone, quando bater o olho em um ícone verde com um balão e um telefone dentro, já sabe que é esse o aplicativo que você precisa.

Em alguns casos, o logo serve como certificado de qualidade. Se você tem uma marca favorita, irá sempre optar pelos produtos dela. Então, quando estiver no mercado, basta ver o logo da marca estampado em um produto pra saber que você encontrou o que queria.

Em algumas áreas, o logo serve como assinatura para identificar quem fez o projeto. No geral, tudo que você gosta tem um logo: do seu time do coração ao seu app favorito.

Então, se um logo é importante para identificar rapidamente uma empresa, produto, canal de televisão (e por aí vai), ele deve ser uma representação visual dessa empresa. Não importa se o desenho é extremamente óbvio ou com alguma mensagem escondida: com o perdão do trocadilho, o logo tem que ser marcante.

Os tipos de logos mais usados pelas marcas.

Lettermark




O lettermark é um dos tipos de logo mais comuns, que utiliza letras iniciais e abreviações para criar uma representação da marca.

Nesse caso, o destaque está nos tipos (fontes), simplificando ao máximo o logo para facilitar sua aplicação e reconhecimento.

As empresas que utilizam o estilo lettermark costumam ter nomes grandes e complicados, ou mesmo generalistas, optando pela abreviação para otimizar sua comunicação.

Estes são alguns exemplos famosos:

IBM (International Business Machines)
CNN (Cable News Network)
EA (Electronic Arts Sports)
BBC (British Broadcasting Corporation)
GE (General Electric)
P&G (Procter & Gamble)
HP (Hewlett-Packard)
HBO (Home Box Office)
ESPN (Entertainment and Sports Programming Network)
H&M (Hennes & Mauritz).

Percebe como os logotipos são marcados pela criação e aplicação dos caracteres?

Nesse tipo de logo, não é preciso acrescentar símbolos, pois a ideia é simplificar a identidade visual para fixá-la na memória do público.

Naturalmente, as letras são os elementos de design mais fáceis de lembrar e podem ser trabalhadas de forma original para criar uma tipografia exclusiva da empresa.

Símbolo ou ícone



Já os tipos de logo com símbolo ou ícone descartam as letras e se focam unicamente nas imagens.

Quando uma empresa consegue promover seu símbolo a ponto de ser lembrada exclusivamente por ele, temos um caso de branding muito bem-sucedido.

Por isso, os logos desse tipo são mais utilizados por empresas globais, que possuem marcas fortes e valorizadas no mundo todo.

Afinal, nem todo negócio pode se dar ao luxo de ser representado por uma simples imagem.

Veja, por exemplo, o caso da Apple e sua maçã mordida, que é reconhecida em qualquer lugar do planeta como ícone da empresa de tecnologia.

Geralmente, as primeiras versões desses logotipos ainda contêm o nome da empresa, que vai sendo descartado aos poucos, conforme o símbolo se fortalece na lembrança do consumidor.

É o caso da Nike, que foi evoluindo seu famoso “Swoosh” até eliminar completamente as letras.

O desenho lembra um sinal de “correto”, mas, na verdade, representa a asa na estátua da deusa grega da vitória (Nike).

Independentemente das intenções iniciais, o símbolo se tornou sinônimo de atitude, juntamente ao slogan global “Just do it”.

Outro exemplo marcante é o “M” do McDonald’s, amplamente reconhecido nas fachadas e materiais de comunicação da empresa.

Dependendo da estratégia de marketing e publicidade, as empresas podem utilizar somente seus símbolos ou optar por incluir o texto da marca.

A tendência é que os ícones mais fortes falem por si só, mas, às vezes, pode ser necessário acrescentar o nome da organização para determinados públicos e mercados.

Estes são alguns exemplos de empresas que confiam em seus símbolos:Shell: o primeiro logo era uma concha de mexilhão, que foi substituída por uma concha de vieira vermelha e amarela, chamada de “pecten”
Pepsi: o logo é um globo criado na década de 1940, com as cores da bandeira dos EUA e um forte apelo patriota, que evoluiu até se tornar forte o suficiente para representar a marca sozinho
Rede Globo: o logo marcante da Rede Globo, criado pelo designer Hans Donner, em 1976, representa o mundo com uma tela de televisão exibindo o próprio mundo
WWF: o logo da ONG foi inspirado em um panda gigante chamado Chi-Chi, do zoológico de Londres, e se tornou um ícone da missão ambiental da organização
Mozilla Firefox: todos pensam que é uma raposa, mas, na verdade, o logo do Mozilla Firefox é um panda vermelho (espécie chinesa conhecida como raposa de fogo) envolvido em um globo azul.

Aposto que você reconheceria qualquer uma dessas empresas com uma olhada rápida no logotipo.

Por isso, os logos de símbolos são muito poderosos – e proporcionalmente difíceis de emplacar.

Wordmark



Entre os tipos de logo, o wordmark é o mais objetivo: é simplesmente o nome da empresa, marca ou produto usado para representá-la.

É claro que, para que essa estratégia funcione, o designer tem que estilizar o logo de modo que a essência da marca seja transmitida pela fonte.

O exemplo mais marcante é a própria Coca-Cola, com suas letras inconfundíveis reconhecidas nos quatro cantos do planeta.

É um estilo menos ousado do que o símbolo, embora também seja bastante minimalista em comparação com outras abordagens.

Mas não é qualquer empresa que pode utilizar um wordmark.

Você imagina por quê?

Se pensou no impacto da palavra, é disso mesmo que estou falando.

Quando você bate o olho em um logotipo wordmark, a leitura do texto é automática.

Por isso, a empresa precisa ter um nome marcante, que soe muito bem e seja facilmente lembrado pelo público.

Ou seja: não adianta produzir um logo incrível se o nome for grande, complexo e difícil de memorizar.

Confira alguns exemplos para entender o conceito do wordmark:Google: o logo do Google é um dos principais exemplos de wordmark, com suas simples letras coloridas 2D reconhecidas globalmente, que se transformam em Doodles criativos e divertidos
eBay: o clássico logo usa as cores primárias e caixa baixa para universalizar o eBay, conhecido como o maior site de compra e venda online do mundo
Disney: o logo da Disney é um bom exemplo de wordmark que fala por meio das letras, transmitindo a magia inconfundível da marca com sua tipografia atemporal
Sony: o logo da Sony é a essência do wordmark, com sua tipografia simples e sóbria, que transmite uma imagem limpa, elegante e profissional
Prada: a marca de luxo Prada usa a sonoridade marcante ao seu favor em um wordmark irretocável, que não precisa de muito para comunicar sofisticação
Visa: a líder global em pagamentos se aproveitou do caráter universal do termo Visa, que pode ser lido facilmente em vários idiomas, para criar um logo simples e memorável.

Entendeu por que o wordmark deve ser muito bem pensado?

Se o nome da sua empresa soa muito bem em voz alta, talvez seja a opção ideal.

Combination mark



O combination mark é o mais popular dos tipos de logo, pois combina duas informações importantíssimas para o reconhecimento: texto e símbolo.

É o logotipo sem erro, que traz um ícone e o nome da marca juntos para não deixar dúvidas sobre a identidade da empresa.

A vantagem é que esse tipo de logo também é muito versátil, pois os elementos podem ser usados separadamente quando for interessante.

Por exemplo, se você tem uma marca de moda com um nome e um símbolo, pode usar um bordado discreto do ícone para uma linha de roupas diferenciada .

Da mesma forma, uma empresa de tecnologia pode gravar apenas seu símbolo em produtos mais sofisticados.

Dependendo da peça de comunicação, um ícone pode representar melhor a mensagem da marca, principalmente quando o público já conhece a empresa ou produto.

Mas, sempre haverá ocasiões em que é necessário fixar o nome da organização, até para que seja feita a associação com o símbolo.

Então, se você quer flexibilidade, o combination mark é uma ótima opção.

Além disso, esse formato facilita a diferenciação da empresa entre milhares de logotipos, pois há dois componentes gráficos exclusivos sendo utilizados.

Logo, é a melhor escolha para empresas menores, embora também seja a preferida de muitas gigantes globais.

Confira os exemplos mais interessantes de combination mark:Amazon: o logo da gigante do e-commerce traz uma seta amarela que vai da letra “A” até a letra “Z”, indicando a variedade de soluções e representando um sorriso. O símbolo também é usado sozinho em vários materiais da marca, para facilitar a fixação
Adidas: o logo da empresa possui três listras que simbolizam velocidade, meta e competição, com um aspecto de montanha, que se combinam ao nome para identificar a proposta esportiva da marca
Microsoft: a Microsoft combina seu nome aos famosos quadrados coloridos, que representam a diversidade do portfólio de produtos e remetem imediatamente aos produtos da marca
Burger King: o logo do Burger King é um exemplo interessante de combinação entre texto e imagem, pois posiciona a marca no meio de um hambúrguer, em referência aos seus produtos.

Emblema



O emblema se parece com o combination mark, exceto por um detalhe: o nome da empresa é inseparável do ícone gráfico.

Nesse tipo de logo, é comum que a marca esteja dentro do símbolo, integrando perfeitamente os elementos em uma única construção visual.

Em termos de design, a moldura da marca pode facilitar algumas aplicações em peças de comunicação, pois o logotipo se torna uma espécie de selo oficial da empresa.

Veja alguns exemplos notáveis:Nivea: o logotipo da Nivea é um clássico emblema, baseado no produto mais tradicional da empresa (lata de creme azul), perfeitamente traduzido pelo círculo azul
Ford: o logotipo da Ford preserva a mesma tipografia da década de 1920, mas com o emblema azul em degradê que traz modernidade à marca
Lego: a Lego conseguiu criar um logotipo divertido e marcante, que já teve várias versões, mas nunca perdeu seu estilo de emblema e tipografia arredondada.

Mascotes e garotos-propaganda



Os logotipos com mascotes e garotos-propaganda apostam em personagens e personalidades para representar as marcas no mercado.

É uma ótima estratégia para criar um vínculo emocional poderoso com a marca, pois as mascotes são simpáticas e representam a empresa de forma lúdica.

Estes são alguns exemplos de marcas que eternizaram esse tipo de logo:KFC: a rede de fast food KFC é perfeitamente representada pelo seu próprio fundador, o Coronel Sanders, que aparece sorridente e cada vez mais moderno no logotipo da empresa
Ultrafarma: na mesma linha de logotipos com fundadores, a Ultrafarma traz a figura do CEO Sidney de Oliveira em sua identidade visual e em todas as ações de comunicação da empresa
Pringles: a famosa marca de batatas fritas da P&G é reconhecida em qualquer lugar pelo simpático boneco de bigode
Quaker: impossível pensar em logotipos humanizados sem lembrar do icônico senhor da Quaker, o fictício “Larry”
Eagles: o uso de mascotes em logos também é muito comum em equipes esportivas, como o time de futebol americano Philadelphia Eagles, representado por sua inconfundível águia.

Letter stacking



Para fechar, o letter stacking é um tipo de logo ousado que está em alta nas tendências modernas de design.

Basicamente, é um logotipo com letras verticais “empilhadas” que desafiam a compreensão do público, reservados a marcas mais modernas e do circuito artístico.

Não à toa, o letter stacking é muito utilizado por museus, como o Oakland Museum of California e o Indianapolis Museum of Art.

Mas, obviamente, não está entre os tipos de logotipos para empresas mais populares, pois só faz sentido para marcas muito criativas e vanguardistas.